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30/01/2026
Da redação
O ano de 2025 ficará marcado como mais um capítulo importante da história do agronegócio brasileiro. Em meio a desafios climáticos, oscilações de mercado e transformações tecnológicas cada vez mais rápidas, o campo mostrou, mais uma vez, sua capacidade de adaptação, inovação e protagonismo. E quando falamos em protagonismo, é impossível não olhar com atenção especial para a cana-de-açúcar e para o interior do estado de São Paulo, região que segue como o coração pulsante do setor sucroenergético nacional.
O agro brasileiro entrou em 2025 com um sentimento misto de cautela e confiança. Cautela por conta dos custos de produção ainda elevados, do crédito mais seletivo e das incertezas climáticas que têm sido cada vez mais frequentes. Mas, ao mesmo tempo, confiança sustentada por uma cadeia produtiva mais profissional, conectada e consciente de seu papel estratégico na economia, na transição energética e na segurança alimentar do país.
No interior paulista, essa realidade ficou ainda mais evidente. Regiões tradicionais como Ribeirão Preto, Piracicaba, Araraquara, Sertãozinho e Jaú seguiram ditando o ritmo da cana-de-açúcar no Brasil. Em 2025, o setor sucroenergético mostrou maturidade ao equilibrar produtividade agrícola, eficiência industrial e responsabilidade ambiental. A cana deixou, há muito tempo, de ser apenas matéria-prima para açúcar e etanol; ela se consolidou como base para bioenergia, bioprodutos e inovação.
Mesmo com períodos de estiagem mais prolongados em algumas regiões e chuvas mal distribuídas em outras, o campo respondeu com planejamento, manejo mais preciso e uso intensivo de tecnologia. Ferramentas de agricultura digital, monitoramento via satélite, uso de dados climáticos e máquinas cada vez mais eficientes ajudaram produtores e usinas a tomarem decisões mais assertivas. Em 2025, falar de cana no interior de São Paulo é falar de um setor que une tradição e tecnologia no mesmo talhão.
Outro ponto que marcou o ano foi a busca constante por eficiência. O produtor rural e as usinas entenderam que produzir mais não significa apenas expandir área, mas extrair o máximo potencial de cada hectare. Variedades mais adaptadas, investimentos em renovação de canaviais, mecanização mais inteligente e capacitação de equipes foram temas recorrentes ao longo do ano. Eventos técnicos, dias de campo e grandes encontros do setor, como seminários e congressos realizados no interior paulista, reforçaram a troca de conhecimento e a construção coletiva de soluções.
O etanol seguiu como um dos grandes protagonistas de 2025. Em um cenário global que discute cada vez mais a descarbonização da economia, o combustível renovável brasileiro ganhou destaque. O interior de São Paulo, responsável por grande parte da produção nacional, mostrou que o etanol é mais do que uma alternativa: é uma solução concreta. O avanço do etanol de milho, que também ganhou espaço no estado, somou forças ao etanol de cana, fortalecendo ainda mais a matriz energética limpa do país.
A bioenergia também teve papel central. A cogeração de energia a partir do bagaço e da palha da cana reforçou a importância do setor para o sistema elétrico nacional, especialmente em períodos de maior demanda. Em 2025, muitas usinas do interior paulista ampliaram investimentos em eficiência energética, modernização industrial e melhor aproveitamento dos resíduos, mostrando que sustentabilidade e rentabilidade caminham juntas.
Falando em sustentabilidade, este foi um dos temas mais presentes nas conversas do agro ao longo do ano. No discurso e, principalmente, na prática. O setor sucroenergético paulista avançou em certificações, redução de emissões, uso racional da água e ações voltadas à preservação ambiental. Programas de agricultura regenerativa, integração com áreas de preservação e compromisso com boas práticas sociais ganharam ainda mais relevância. O agro de 2025 entendeu que produzir bem também é produzir com responsabilidade.
Pessoas e lideranças também merecem destaque neste cenário. Nomes como Roberto Rodrigues, uma das maiores referências do agronegócio brasileiro, seguiram contribuindo com reflexões importantes sobre política agrícola, sustentabilidade e o papel do Brasil no mundo. Lideranças empresariais, pesquisadores, engenheiros agrônomos, técnicos agrícolas e trabalhadores do campo foram, juntos, os verdadeiros protagonistas do ano. No interior de São Paulo, essa força humana é visível em cada usina, em cada propriedade e em cada comunidade que vive direta ou indiretamente da cana.
Outro aspecto que marcou 2025 foi a comunicação no agro. O setor entendeu, de vez, a importância de dialogar com a sociedade. Mostrar o que é feito no campo, explicar processos, desmistificar conceitos e aproximar o urbano do rural passou a ser uma estratégia fundamental. Revistas especializadas, plataformas digitais, redes sociais e eventos presenciais cumpriram um papel essencial nesse processo, especialmente no interior paulista, onde o agro faz parte da identidade regional.
O interior de São Paulo também mostrou, em 2025, sua força econômica e social. A cana segue como grande geradora de empregos, renda e desenvolvimento. Cidades inteiras têm sua dinâmica ligada ao calendário agrícola e industrial do setor sucroenergético. Investimentos em infraestrutura, educação, qualificação profissional e inovação ajudaram a manter a região competitiva e preparada para os próximos desafios.
Ao olhar para trás e analisar o agronegócio brasileiro em 2025, fica claro que o setor não apenas resistiu às adversidades, mas avançou. A cana-de-açúcar e o interior paulista foram exemplos vivos de como é possível crescer com equilíbrio, visão de longo prazo e compromisso com o futuro. O agro mostrou que segue sendo um dos pilares do Brasil, não apenas na economia, mas também na construção de um modelo mais sustentável, moderno e conectado com as demandas da sociedade.
Mais do que números e resultados, 2025 foi um ano de aprendizado, ajustes e preparação. O campo plantou muito mais do que lavouras: plantou conhecimento, inovação e esperança. E, no interior de São Paulo, entre canaviais que se estendem até onde a vista alcança, o agronegócio brasileiro segue firme, olhando para frente, com raízes profundas e um futuro em constante movimento.
Fonte: Redação Revista TerraeCia