A Raízen, joint venture entre Cosan e Shell, protocolou pedido de homologação de recuperação extrajudicial para renegociar cerca de R$ 65 bilhões em dívidas com bancos e detentores de títulos no exterior. O movimento configura a maior recuperação extrajudicial já registrada no país, segundo o portal Pipeline. Segundo fontes, mais de 40% dos credores já apoiam a negociação, o que permitiu à empresa solicitar a suspensão de vencimentos por 90 dias. O prazo busca dar tempo à empresa para construir um plano de reestruturação financeira e conseguir maior adesão de credores. A expectativa é de que a Raízen passe por mudanças no controle acionário e continue com a venda de ativos não estratégicos.
Editado por Thiago Lavado, editor do LinkedIn Notícias
A recuperação extrajudicial da Raízen acendeu o alerta no mercado de crédito privado, especialmente entre investidores que possuem hashtag#debêntures e hashtag#CRAs ligados à companhia. Mas a verdade é que o impacto do movimento nesses papéis depende de cada emissão.
Segundo a empresa, o processo foi estruturado para reorganizar parte das obrigações financeiras sem interromper as operações. Contratos com clientes, fornecedores e parceiros seguem sendo executados normalmente.
No caso das debêntures, a inclusão no processo depende das características de cada emissão. Já os CRAs exigem uma análise ainda mais específica, já que são estruturados por securitizadoras e lastreados em recebíveis do agronegócio.
Especialistas em crédito privado apontam que, em processos de recuperação extrajudicial, nem todos os títulos ligados à empresa necessariamente entram no escopo da renegociação. Cada instrumento precisa ser analisado individualmente, considerando garantias, contratos e a própria estrutura da operação.