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20/07/2026
Anorueguesa Yara, uma das maiores produtoras globais de fertilizantes, registrou lucro líquido de US$ 545 milhões no segundo trimestre deste ano, aumento de 32% em comparação aos US$ 413 milhões de lucro líquido registrados em igual período de 2025.
Em release divulgado nesta sexta-feira (17/07), a companhia também reportou lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) excluindo alguns itens especiais de US$ 906 milhões, 39% acima dos US$ 652 milhões registrados há um ano. A receita líquida no segundo trimestre somou US$ 4,428 bilhões, 12% superior aos US$ 3,947 bilhões contabilizados no segundo trimestre do ano passado.
O incremento do Ebitda no segundo trimestre, conforme a empresa, foi impulsionado por margens de lucro melhores em todos os segmentos e bom desempenho contínuo em iniciativas de melhorias e de disciplina de custos, que compensaram entregas de produtos a clientes 17% menores, com consumidores adiando compras fora de temporada ao verem os preços em queda.
Nas Américas, a Yara obteve Ebitda excluindo itens especiais de US$ 209 milhões, 13% menor do que no segundo trimestre de 2025. O resultado refletiu, principalmente, a redução de 14% das entregas decorrente de manutenções programadas e da baixa demanda fora da alta temporada.
"A Yara registrou margens mais elevadas e retornos sólidos em um mercado caracterizado por elevada volatilidade de preços e demanda. Embora a incerteza do mercado tenha levado a uma redução na atividade de compras devido ao atraso na demanda para a nova safra, continuamos a aproveitar nossa presença global no setor de downstream (itens finalizados) para otimizar volumes e manter níveis elevados de produção", afirmou no comunicado o presidente e diretor executivo da Yara, Svein Tore Holsether.
Globalmente, a Yara reduziu a produção de fertilizantes finalizados e produtos industriais (com exceção de misturas a granel) de 4,855 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2025 para 4,626 milhões de toneladas no segundo trimestre de 2026. A produção de amônia também caiu, de 1,746 milhão de toneladas há um ano para 1,608 milhão de toneladas no segundo trimestre.
As entregas de produtos a clientes recuaram no período. As de fertilizantes saíram de 6,223 milhões de toneladas há um ano para 5,178 no trimestre. No caso da amônia, diminuíram de 478 mil toneladas para 415 mil toneladas, na mesma base de comparação.
"A guerra no Oriente Médio causou perturbações significativas nos mercados globais de energia e fertilizantes. O choque inicial de oferta causado pelo bloqueio do Estreito de Ormuz levou a um aumento acentuado nos preços da ureia bem no final da temporada de compras europeia. Como a maioria dos mercados não enfrentava uma necessidade imediata do produto, a volatilidade dos preços e a incerteza do mercado levaram a um início lento da nova temporada no Hemisfério Norte", explicou a empresa no comunicado.
A Yara ponderou, contudo, que ainda há compras significativas por serem feitas, as importações de nitrogênio estão em níveis recordes de baixa e, em meados de julho, a atividade de compra parece estar "ressurgindo" nos principais mercados.
A nova escalada do conflito no Oriente Médio, contudo, gera preocupações adicionais quanto ao abastecimento para a próxima temporada, admitiu a empresa, que disse seguir "bem posicionada" para lidar com a volatilidade do mercado e se adaptar às mudanças regionais nos preços e na demanda.
Fonte: GR