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01/07/2026
O presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou, durante evento para anunciar o novo Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027 nesta terça-feira (30), uma Medida Provisória que garante subvenção de R$ 12 por tonelada de cana-de-açúcar. A medida prevê cerca de R$ 300 milhões que vão beneficiar mais de 17 mil produtores de cana do Nordeste, afetados por aumento de tarifas e instabilidade climática. A Medida Provisória segue, agora, para análise no Congresso, votação e posterior publicação de sua efetividade.
A subvenção vinha sendo pleiteada por diversas associações que representam os produtores de cana-de-açúcar no Nordeste. Em Alagoas, o pleito foi encaminhado pela Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Alagoas (Faeal) ao governo federal, que buscava garantir um subsídio que amenizasse as altas taxas de juros, tarifas e os efeitos da seca durante a última safra.
O presidente do Sistema Faeal/Senar, Álvaro Almeida, disse que a união de parlamentares para debater a crise no setor sucroalcooleiro foi fundamental para que a pauta pudesse avançar e ganhar força política, culminando com a assinatura da MP pelo presidente Lula.
O presidente da Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco, Alexandre Andrade Lima, destacou a importância da Medida Provisória, que será um alívio aos produtores nordestinos. “Essa subvenção é muito importante para o setor, porque o tarifaço de Trump prejudicou o Nordeste. O preço do açúcar caiu e consequentemente o preço da cana-de-açúcar que teve uma queda de 36% durante a safra 25/26”, comentou.
Durante o lançamento do Plano Safra, o presidente da Câmara dos Deputados, deputado Hugo Mota, disse que a Medida Provisória foi um compromisso assumido pela casa com os produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. Ele afirmou que o valor garantido pela subvenção vai beneficiar oito em cada dez produtores da região.
“Essas famílias enfrentaram três choques ao mesmo tempo: o tarifaço norte-americano, que taxou as cotas de exportação do Nordeste, a queda do preço do açúcar no mercado interno e o aumento do custo dos insumos para produzir. Para o pequeno produtor, o resultado disso foi ver o seu canavial parado e a sua renda no vermelho. Mas a Câmara está atuando para mitigar esse problema e por isso, todo diálogo é fundamental”, afirmou.
A safra de cana-de-açúcar terminou em maio, com um resultado de cerca de 20% de perdas na produção. Os produtores dizem que o desempenho é reflexo de condições climáticas adversas, já que choveu menos que o necessário, além de dificuldades na manutenção dos canaviais, retração de preços e aumento dos custos de produção, o que está comprometendo a renda no campo e colocando em risco a sustentabilidade da atividade em todo o estado.
Segundo dados do Sindicato da Indústria do Açúcar e Etanol em Alagoas (Sindaçúcar), as 15 usinas em operação neste ciclo moeram 17,8 milhões de toneladas de cana-de-açúcar. Desse total, 3.001.308 toneladas foram destinadas à produção de etanol, que resultou em 483,274 milhões de litros do biocombustível, que subiu 19,15% na comparação com a moagem passada, quando o acumulado final foi de 405,617 milhões de litros. As demais 14.792.640 toneladas de cana foram usadas para a fabricação de açúcar dos tipos VHP, cristal e refinado.
https://movimentoeconomico.com.br/estados/alagoas/2026/06/30/governo-assina-mp-de-r-300-mi-em-subvencao-para-produtores-de-cana-do-nordeste/
Fonte: movimentoeconomico