A ideia é reduzir a dependência da pesagem tradicional, que exige balança, manejo e gera aquele estresse digno de segunda-feira. No teste feito em Mato Grosso do Sul, os drones voaram a cerca de 15 metros de altura durante 112 dias, acompanhando um lote de bovinos em confinamento. O sistema identifica os animais nas imagens, recorta os corpos e mede comprimento e largura automaticamente. O boi nem sobe na balança, só aparece no enquadramento.
Com esses dados, a IA consegue entender a curva de crescimento do lote. No começo, o animal ganha pouco peso. Depois engrena. No final, desacelera. O pulo do gato, ou melhor, do boi, tá em encontrar o ponto de inflexão, aquele momento em que o ganho de peso atinge o pico e, dali pra frente, continuar colocando ração pode virar mais custo do que carne.
Pra confinamentos grandes, essa precisão pode virar dinheiro de verdade. Um dia a mais no cocho parece pouco, mas multiplica isso por centenas ou milhares de animais e a fatura começa a gritar. Identificar a janela certa de abate ajuda a reduzir custo com alimentação, melhorar eficiência e aumentar rentabilidade.
A tecnologia tá em fase avançada de desenvolvimento e ainda precisa de um parceiro pra virar um produto comercial, mas já aponta pra uma pecuária cada vez mais high-tech. Os pesquisadores querem adaptar o modelo pra outras raças, como Angus e Brahman, além do Nelore, e usar os dados pra monitorar comportamento alimentar e achar problemas no confinamento antes que virem algum pepino de verdade.